Negócio chinês que ganhou incentivo fiscal do Governo de MS pode ser alvo de CPI

O grupo chinês , que está com projeto de complexo industrial em Maracaju parado há pelo menos dois anos, pode ser alvo de uma  (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara de Vereadores do município.

Isso porque, em 2015, a prefeitura pagou R$ 3,07 milhões em uma área de 100 hectares e cedeu para a empresa iniciar a construção do complexo, sob a condição de iniciar a construção da fábrica em 90 dias, com término em 24 meses.

O tempo passou, a obra foi sendo prorrogada sucessivamente em 2017, 2018, 2019 e, agora, mais uma vez, para 2021.

Cobrança na Câmara

Diante da situação, o vereador Toton Pradence () oficializou pedido de informações ao Executivo sobre a situação. Na última quarta-feira (9), Laudo Sorrilha () endossou as críticas aos chineses e pediu, na tribuna, aos colegas para analisarem a abertura de .

“Cadê a geração de renda e emprego que tanto esperávamos?”, questionou na sessão. À reportagem do Jornal Midiamax, o vereador disse que os políticos estão sendo cobrados pela população nas redes sociais. “É muito dinheiro público envolvido”, comentou.

A instauração da  é apoiada pelo tucano Roberto Ziemann. “Houve investimento do município, sou a favor da ”, declarou.

Mais ponderado, João Rocha (MDB) acredita que ainda não é o momento de abrir uma . “O intuito do município era gerar renda e, principalmente, emprego. Todo incentivo dado é para ter um retorno. Lógico que tinha prazo para que começassem a produzir e estão deixando a desejar. Mas acredito que não cabe uma  ainda”, pontuou.

O emedebista afirmou que já conversou com o prefeito e solicitou a presença de representantes da BBCA na Câmara para dar explicações sobre o andamento do projeto.

Os vereadores Catito (), Helio Albarello (MDB), Nenê de Vista Alegre (MDB), Vergílio da Banca (MDB), Professor Dada (PATRIOTA), Eliane Simões (PSB), Marinice Penajo (PATRIOTA) e Nego do Povo (MDB) não atenderam as ligações da reportagem.

Incentivo

A perspectiva era de que a  investiria R$ 2 bilhões na construção de fábricas, armazéns e outras estruturas, gerando emprego e renda –palavras mágicas em um período de crise econômica e pandemia, temas usados como justificativas recentes para o adiamento do megaprojeto, baseado em  do Estado e municipais e prestes a completar 7 anos em meio a prorrogações.

As tratativas tiveram início ainda em 2013, com a intenção da empresa se instalar em Maracaju. Em 15 de dezembro de 2015, o prefeito Maurílio Azambuja () assinou a lei 1.852, aprovada pela Câmara Municipal, prevendo a desafetação e alienação por doação de 102,3385 hectares da Fazenda Santa Rosa – Gleba B à .

fonte : https://www.midiamax.com.br/politica/2020/vereadores-querem-cpi-em-maracaju-para-investigar-doacao-milionaria-a-grupo-chines

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